- O que é que queres? - questionou Rita, ao pegar no telefone.
- Fartei-me de te ligar! - exclamou Marta do outro lado, irritadíssima.
- Não pude atender, fui sair e esqueci-me do telemóvel em casa.
- Ai que tonta, onde é que tens a cabeça?
- Vá, diz lá o que é que queres.
- O António vai dar uma mega-party hoje à noite.
- Sim e o que tem isso que ver comigo?
- Hello? Que parte do "mega-party" é que te escapou?
- Eu não vou, Marta.
- Mas estás parva ou quê? É possivelmente a melhor festa do ano!
- Não posso, caso não saibas temos teste de português esta semana e eu tenciono estudar hoje à noite!
- Eu sei que temos, mas primeiro que tudo, tu não precisas de estudar muito, basta uma pequena olhadela na matéria e segundo, o teste é na sexta-feira e que dia é hoje? Segunda, certo? Portanto, não tentes arranjar desculpas esfarrapadas para não ires, porque isso comigo não resulta, já devias saber.
- Queres a verdade, é?
- Já não era sem tempo, sabes quanto dinheiro é que eu gasto nesta chamada por minuto?!
- Nem deveria ser preciso eu dizer-te isto, mas já que tu não chegaste lá, eu digo-to: eu já não consigo olhar mais para a tua cara!
- Estás chateada comigo, Rita? Agora deu-te para fazeres birrinha, foi?
- Chama-lhe "birra" ou o que tu quiseres, o que tu fizeste não se faz a ninguém.
- Ah, aquilo do Rodrigo?
- Sim, "aquilo do Rodrigo", grande amiga da onça que tu me saíste, Marta.
- Não leves tão a peito, não tinha nada contra ti, como sabes.
- Eu já não sei de nada pelos vistos: eu achava que tu eras minha amiga e... é o que se vê! Portanto, agora certezas não tenho.
- Olha que o Rodrigo vai estar na festa, se fosse a ti não ia perder tal oportunidade para a "amiga da onça".
- Eu até ia, mas é um dia de semana...
- Tu és o quê, um bébé? Temos catorze anos, e com a idade surge a responsabilidade...
- É isto a que tu chamas de "responsabilidade"?
- Não mudes de conversa, vais ou não à festa?
- Vou!
- Vá, vou desligar, tenho mais que fazer do que andar a ouvir uma criancinha como tu, adeus!
- Fartei-me de te ligar! - exclamou Marta do outro lado, irritadíssima.
- Não pude atender, fui sair e esqueci-me do telemóvel em casa.
- Ai que tonta, onde é que tens a cabeça?
- Vá, diz lá o que é que queres.
- O António vai dar uma mega-party hoje à noite.
- Sim e o que tem isso que ver comigo?
- Hello? Que parte do "mega-party" é que te escapou?
- Eu não vou, Marta.
- Mas estás parva ou quê? É possivelmente a melhor festa do ano!
- Não posso, caso não saibas temos teste de português esta semana e eu tenciono estudar hoje à noite!
- Eu sei que temos, mas primeiro que tudo, tu não precisas de estudar muito, basta uma pequena olhadela na matéria e segundo, o teste é na sexta-feira e que dia é hoje? Segunda, certo? Portanto, não tentes arranjar desculpas esfarrapadas para não ires, porque isso comigo não resulta, já devias saber.
- Queres a verdade, é?
- Já não era sem tempo, sabes quanto dinheiro é que eu gasto nesta chamada por minuto?!
- Nem deveria ser preciso eu dizer-te isto, mas já que tu não chegaste lá, eu digo-to: eu já não consigo olhar mais para a tua cara!
- Estás chateada comigo, Rita? Agora deu-te para fazeres birrinha, foi?
- Chama-lhe "birra" ou o que tu quiseres, o que tu fizeste não se faz a ninguém.
- Ah, aquilo do Rodrigo?
- Sim, "aquilo do Rodrigo", grande amiga da onça que tu me saíste, Marta.
- Não leves tão a peito, não tinha nada contra ti, como sabes.
- Eu já não sei de nada pelos vistos: eu achava que tu eras minha amiga e... é o que se vê! Portanto, agora certezas não tenho.
- Olha que o Rodrigo vai estar na festa, se fosse a ti não ia perder tal oportunidade para a "amiga da onça".
- Eu até ia, mas é um dia de semana...
- Tu és o quê, um bébé? Temos catorze anos, e com a idade surge a responsabilidade...
- É isto a que tu chamas de "responsabilidade"?
- Não mudes de conversa, vais ou não à festa?
- Vou!
- Vá, vou desligar, tenho mais que fazer do que andar a ouvir uma criancinha como tu, adeus!